“O investimento em imóveis tem retornos sempre acima da inflação, com baixo risco e baixa liquidez comparativamente com mercados de risco como bolsa de valores, por exemplo”, explica Nelson Parisi Júnior, presidente da Rede Imobiliária Secovi.
“A demanda pelo produto imobiliário é imensa (temos um déficit habitacional da ordem de 7 milhões de moradias), o que cria um mercado consumidor amplo, uma vez que todos precisam de um lugar para morar, trabalhar, estudar, fazer compras”, completa.
Manter-se atualizado com as tendências e as notícias sobre o mercado imobiliário 2020 é muito importante para compradores, vendedores e corretores fazerem bons negócios. Corretores de imóveis não devem ser apenas consultores, mas parte decisiva na conclusão de um negócio, e por isso precisam ir além para garantir a melhor taxa de conversão.
Os profissionais da área devem conquistar seu público com gentileza, pontualidade, atendimento personalizado e experiência, além de estarem aptos a lidar com os avanços tecnológicos do setor. Na lista de projeções para o mercado imobiliário 2020, vamos detalhar quais são as tendências e por que o mercado imobiliário vai aquecer em 2020. Confira!
Na lista de tendências do mercado imobiliário 2020, destacamos os micro-apartamentos, os espaços de compartilhamento, a casa conectada, o condomínio inteligente e os edifícios híbridos (residencial e comercial em um só lugar). Para Nelson Parisi Júnior, também deve entrar na lista a interação com outros imóveis – como shoppings – para maior valorização imobiliária em 2020.
1) MICRO-APARTAMENTOS
Os apartamentos de até 30 metros quadrados, conhecidos como micro-apartamentos, seguem sendo uma tendência do mercado imobiliário em 2020. De acordo com o InfoMoney, o reaquecimento da economia deve levar jovens profissionais para as grandes cidades, o que aumenta a busca por imóveis menores, ideais para solteiros ou casais sem filhos.
“Esse tipo de imóvel também atrai investidores, que enxergam possibilidades de retornos mais altos ao aplicar no nicho dos micro-apartamentos. As taxas de juros mais baixas com o retorno do crédito ao mercado e o maior potencial de rentabilidade estimula a busca de imóveis como forma de investimento”, informa a publicação.
2) ESPAÇOS DE ARMAZENAMENTO E SELF STORAGE
Seguindo a linha de imóveis menores, o mercado viu a oportunidade de construção de espaços de armazenamento, nos quais os moradores de micro-apartamentos possam guardar itens que utilizam pouco, mas que não pretendem se desfazer.
A oferta desse tipo de serviço, que geralmente funciona em grandes galpões divididos em salas alugadas de acordo com a metragem, tem crescido no Brasil, especialmente nas capitais. O InfoMoney acredita que o fenômeno acompanha duas tendências: a já mencionada diminuição do tamanho dos imóveis e o estilo de vida da nova geração.
Podem ser guardados desde móveis até documentos e coleções, brinquedos e álbuns de fotografias de quando se era criança que não caberiam no novo lar. “Faz sentido investir em uma área externa à casa: em vez de morar em um apartamento de 120 m² para comportar tudo o que se tem, o comprador pode optar por uma unidade de 80 m² e gastar bem menos no financiamento ou aluguel”, diz a publicação.
3) SMART HOME
Praticamente tudo pode ser automatizado em uma casa. Cortinas e lâmpadas acionadas por controle remoto ou de voz, climatização programada e limpeza da casa realizada por um robô. Isso se chama automação residencial e é o caminho para ter uma smart home.
O objetivo é utilizar a tecnologia para diminuir o tempo gasto em atividades domésticas. Essa tendência é uma realidade no mundo todo e já caiu no gosto de muitos lares brasileiros. A casa conectada não é coisa do futuro e deve ganhar ainda mais destaque no mercado imobiliário em 2020.
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